Os Festivais PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Saturday, 30 May 2009 16:21

Os festivais foram promovidos pelsas redes de TVs Excelsior, Record e Globo durante o período de 1960 a 1972. Ao longo destes anos foram vitrines da música produzida pelos músicos de vários movimentos e estilos. Demonstranram não somente as características musicais mais também o contexto histórico social e político do país. A década de 60 é marcada pelo golpe de estado que iria culminar nos anos mais duros vividos pela nação através da ditadura militar.

Ao longo da década de 60 eram três as vertentes musicais: A Bossa Nova, movimento iniciado em 1958 e que obteve seu auge em 1962 com a apresentação de vários musicos brasileiros no Carneggie Hall. A Jovem Guarda, baseada nas versões do rock'n roll norte-americano e dos chamados 'nacionalistas'.

O movimento nacionalista se iniciou na base do CPC (Centro Popular de Cultura) do movimento estudantil e que tinha como característica principal a manutenção da tradição musical brasileira como forma de representar fielmente a sociedade e a cultura brasileira. Além disso propunham que as letras deveriam relatar a realidade do povo brasileiro para promover a concientização e a politização da sociedade buscando assim uma revolução social igualitária.

São estas vertentes, aliadas às disputas dos festivais, que irão levar à população o momento mais criativo e produtivo da música popular brasileira. Sem precedentes e ainda sem descendentes.

Veja o texto: MPB e a Repressão

Um livro essencial para entender este periodo é o 'A Era dos Festivais' de Zuza Homem de Mello editado pela Editora 34.

Veja a transcrição na integra da apresentação do livro escrita por Tarik de Souza:

'Tal como a própria Era dos Festivais, este livro - que enquadrinha com inédita profundidade o período entre 1965 a 1972 - traça um marco divisório na MPB. Após mais de cinco anos de intensa pesquisa nas fontes, de entrevistas exclusivas com personagens de todas as latitudes envolvidas nos eventos, o jornalista e historiador paulistano Zuza Homem de Mello recompõe a teia de emoçõs, interesses e explosão artística que singularizou a época. Transporta-nos par auma fase única em que as diversas vertentes da música popular brasileira, cevadas em shows universitários, programas de rádio militantes e casas noturnas entupidas de entusiastas, magnetizaram o país. A emersão de uma juventude politizada que começou a tomar o poder na boassa nova choca-se com o recrudescimento da ditadura militar.
É um momento estético riquíssimo, que assinala o rompimento com o intimismo bossa nova do banquinho-e-violão e o aparecimento - via Elis Regina - da 'desdobrada', aquela ralentada em apoteose da canção que ganharia o apelido de 'música de festival'.
Essa técnica, determinante na mudança de rumos da MPB é analisada pela primeira vez por Zuza, queestudou musicologia na Juilliard School de Nova York, foi baixista profissional, aluno de Ray Brwn na School of Jazz e crítico musical de diversas publicaçõs do Brasil e do exterior. Credenciado por seu currículo e pela funçã de engenheiro de som nos programas musicais e festivais do auge da TV Record paulista, Zuza partiipou diretamente da história. Paulinho Machado de Carvalho, um dos donos d emissor, confiou-lhe o envelope com o verdadeiro resultado do célebre festival de 1966, encerrado num empate artificial entre as concorrentes 'A Banda', de Chico Buarque, e 'Disparada', de Théo de Barros e Geraldo VAndré. Com a riqueza de detalhes de uma testemunha ocular, o autor narra a tensão cometitiva entre as estrelas nos bastidores, a rpessão sobre os jurados, além da versão definitiva de 'episódios épicos', como o do violão atirado por Sérgio Ricardo em 1967.

Em torno dos festivais giraram a vertentes estéticas que até hoje balizam a música popular brasileira. A começar pela própria sigla MPB, cujo marco inicial seria 'Arrastão' (Edu Lobo e Vinicius de Moraes), vencedora do Festival da TV Excelsior de 1965.Também o Tropicalismo de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé teve êxtase e agonia ('É proibido proibir', 'Questão de Ordem') nesses tumultuados palcos.

O que o povo não sube e ficará sabendo no livro é a brutal pressão política ( e até policial) do regime militar sobre os festivais que começou com a censura a algumas letras e terminou em pancadaria no FIC de 1972. Em 1968, veio a ordem fulminante: 'Caminhando' não podia ganhar de jeito nenhum.  Ficou em segundolugar, o que resultou numa avalanche de vaias contra 'Sabiá', de uns tais Tom Jobim & Chico Buarque. "A vida não se resume a festivais', tentou contemporizar Vandré, para quem a vida musical terminaria ali. Já em pleno 'Brasil Grande', na fase 'Ame-o ou deixe-o', o objetivo do governo era usar o FIC como imagem exterior do povo alegre e criativo, em cntraponto às denúncias de torturas e repressão. Resultado: 12 compositores rebeldes enquadrados na Lei de Segurança Nacional e uma atuação dupla - somene neste livro revelada - do compositor Gutemberg Guarabira, qua acumulava as funções de diretor artístico do festival com a de clandestino militnte da Aliança Libertadora Nacional. No FIC de 1972 as cartas acabaram maradas tambem co sangue. A presidente do júri, Nara Leão, foi afastada (por causa de entrevistas contra os miitares)  e o jurado encarrregado de ler o manifesto dos expurgados - o escritor e psicanalista Robero Freire -, arrancado do palco e brutalmente epancado.

Neste corajoso 'A Era dos Festivais', Zuza Homem de Mello, além de celebrar um dos períodos áureos da criação musical nativa, abre a cortina dese passado nebuloso e tira os esqueletos do armário da MPB.

Tárik de Souza.'

I Festa da Música Popular Brasileira

TV Record - 1960

  1. Canção do Pescador (Newton Mendonça) Roberto Amaral
  2. Eu (Laudelina Cotrim de Castro) Mag May
  3. Seringueiro (José Assad) Edilton Lopes

I Festival Nacional da Música Popular Brasileira

TV Excelsior - 1965

  1. Arrastão (Edu Lobo & Viniciius de Moraes) Elis Regina
  2. Valsa do amor que não vem (Baden Powell e Vinicius de Moraes) Elizeth Cardoso
  3. Eu só queria ser (Vera Brasil e Mirian Ribeiro) Claudete Soares



II Festival Nacional da Música Popular Brasileira

TV Excelsior - 1966

  1. Porta Estandarte (Geraldo Vandré e Fernando Lona) Airto Moreira e Tuca
  2. Inaê (Vera Brasile  Maricene Costa) Nilson
  3. Chora Céu (Luiz Roberto e Adilson Godoy) Claudia


II Festival da Música Popular Brasileira

TV Record - 1966

  1. A Banda (Chico Buarque de Hollanda) Nara Leão
  2. Disparada (Geraldo Vandré e Théo de Barros) Jair Rodrigues
  3. De Amor ou paz (Adauto Santos e Luís Carlos Paraná) Elza Soares



I Festival Internacional da Canção Popular

TV Rio e Secretaria de Turismo da Guanabara - 1966

  1. Saveiros (Dori Caymmi e Nelson Motta) Nana Caymm
  2. O Cavaleiro (Tuca e Geraldo Vandré)
  3.  Dia das Rosas (Luis Bonfá e Maria Helena Toledo)

III Festival da Música Popular Brasileira

TV Record - 1967

  1. Ponteio (Edu Lobo e Capinan) Edu Lobo e Marília Medalha
  2. Domingo no Parque (Gilberto Gil) Gilberto Gil e Os Mutantes
  3. Roda Vida (Chico Buarque) Chico Buarque e MPB4
  4. Alegria, alegria (Caetano Veloso) Caetano Veloso e os Beat Boys

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.
 

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.
 

II Festival Internacional da Canção Popular

TV Globo - 1967

  1. Margarida (Gutemberg Guarabira) Gutemberg Guarabira e Grupo Manifesto
  2. Travessia (Milton Nascimento e Fernando Brant) Milton Nascimento
  3. Carolina (Chico Buarque) Cynara & Cybele

I Bienal do Samba

TV Record - 1968

  1. Lapinha (Baden Powell e Paulo César Pinheiro) Elis Regina
  2. Bom tempo (Chico Buarque) Chico Buarque
  3. Pressentimento (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho) Marília Medalha


III Festival Internacional da Canção Popular

TV Globo - 1968

  1. Sabiá (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque) Cynara & Cybele
  2. Pra Não Dizer que não falei das Flores (Geraldo Vandré) Geraldo Vandré
  3. Andança (Paulinho TYapajós, Danilo Caymmi e Edmundo Souto) Beth Carvalho e Golden Boys


IV Festival da Música Popular Brasileira

TV Record - 1968

  1. São, São Paulo meu amor (Tom Zé, Canto 4 e os Brasões
  2. Memórias de Marta Saré (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri) Edu Lobo e Marilia Medalha
  3. Divino, Maravilhoso (Gilberto Gil e Caetano Veloso) Gal Costa, Ivete e Arlete

IV Festival Internacional da Canção Popular

TV Globo - 1969

  1. Cantiga por Luciana (Edmundo Souto e Paulinho Tapajós) Evinha
  2. Juiana (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar) A Brazuca e Antonio Adolfo
  3. Visão Geral (César Costa Filho, Ruy Mauriti e Rnaldo M. de Souza) Quarteto 004 e César Costa Filho

V Festival da Música Popular Brasileira

TV Record - 1969

  1. Sinal Fechado (Paulinho da Viola) Paulinho da Viola
  2. Clarice (Eneida e João Magalhães) Agnaldo Rayol e Trio Mocotó
  3. Comunicação (Edson Alencar e Hélio Gonçalves Mateus) Vanusa

V Festival Internacional da Canção Popular

TV Globo - 1970

  1. BR-3 (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar) Toni Tornado, Trio Ternura e Quarteto Osmar Milito
  2. O amor é meu pais (Ivan lins e Ronaldo Monteiro de Souza) Ivan Lins
  3. Encouraçado (Sueli Costa e Tite de Lemos) Fábio

VI Festival Internacional da Canção Popular

TV Globo - 1971

  1. Kyrie (Paulinho Soares e Marcelo Silva) Trio Ternura
  2. Descato (Antonio Carlos e Jocafi) Antonio Carlos e Jocafi e Brasil Ritmo
  3. Dia de Verão (Eumir Deodato) Silvia Maria

VII Festival Internacional da Canção Popular

TV Globo - 1972

Fio Maravilha (Jorge Ben) Maria Alcina

 

Last Updated on Saturday, 30 May 2009 20:36
 

Pesquisa

Você procura em um curso de violão
 
Valid XHTML & CSS | Template Design ah-68 | Copyright © 2009 by Cláudio Sant'Ana